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Segunda-feira, Junho 27, 2022
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Torres Vedras: terrenos municipais foram reconvertidos com a plantação de espécies autóctones

A rearborização e arborização desenvolvida nas propriedades municipais, com recurso a espécies autóctones, tem como objetivo o aumento de biodiversidade local

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Terrenos municipais anteriormente ocupados por eucaliptos e outros que se encontravam incultos foram reconvertidos, com a plantação de espécies de árvores autóctones, no âmbito do programa “Floresta nas Linhas 20.30”.

Para o efeito, a Câmara Municipal submeteu ao ICNF – Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas um projeto de rearborização e arborização de propriedades municipais, o qual recebeu parecer positivo em agosto.

Antes disso, em 2019, a Câmara Municipal abrira um procedimento de hasta pública para a alienação de madeira de eucalipto, o que compreendeu o corte e extração da madeira de várias propriedades municipais que se encontravam ocupadas por eucaliptal, bem como a preparação desses terrenos para a plantação de árvores de espécies autóctones.

Em janeiro deste ano terminou-se as plantações decorrentes do referido projeto de rearborização e arborização. No total, foram rearborizados e arborizados cerca de 15 hectares de terrenos municipais, situados em locais próximos do Centro Operacional Municipal, do Forte de S. Vicente, do Forte da Forca, do Casal do Ouriço e no antigo Vazadouro Municipal (espaços localizados nas freguesias de Santa Maria, S. Pedro e Matacães e da Ponte do Rol).

As principais espécies de árvores plantadas foram o pinheiro-manso, o sobreiro e o medronheiro, sendo também de referir a plantação de carvalho-português, zambujeiro, alfarrobeira, azinheira, carvalho-alvarinho, amieiro, bétula, freixo e salgueiro.

As plantações decorreram mais concretamente entre 21 de novembro e 14 de janeiro, num total de 18 dias de trabalho, sendo que as mesmas envolveram voluntários do projeto “LIFE Volunteer Escapes” e outros voluntários, as equipas de sapadores florestais do Município e elementos do Gabinete Técnico Florestal da Câmara Municipal.

De destacar das ações de plantação levadas a cabo: a primeira, realizada no dia 21 de novembro, em terrenos do antigo Vazadouro Municipal, com a participação de um grupo de Escuteiros do Agrupamento de São Mamede da Ventosa e com o apoio da Allianz, mediante a cedência de 2.000 árvores; a realizada no dia 14 de dezembro, na propriedade municipal próxima do Casal do Ouriço, a qual foi apoiada pela IMFORMANTEM, com a doação de 500 árvores; e uma outra, realizada nos dias 17 de dezembro e 7 de janeiro, num terreno próximo do Canil Municipal, com a participação de alunos do Externato de Penafirme.

De realçar que foram cedidas ao Município 18.460 árvores para a concretização deste projeto, assim como para a realização de plantações e retanchas (substituição de árvores mortas) noutras propriedades do Município para além das referidas bem como em propriedades das juntas de freguesia do Concelho: 9.600 foram cedidas pela GALP (no âmbito do projeto “Terras de Esperança”, que tem como entidade promotora a ANEFA – Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente); 2.000 foram cedidas pela Allianz, 1.000 pela Diversey e 500 pela INFORMATEM (no âmbito do projeto “ProNatura”, que também é promovido pela ANEFA); e 5.360 foram cedidas pelo ICNF (no âmbito do projeto “Floresta Comum”, o qual é promovido pela QUERCUS).

A rearborização e arborização desenvolvida nas propriedades municipais, com recurso a espécies autóctones, tem como objetivo o aumento de biodiversidade local, a diversificação de produtos, bens e serviços florestais, a adaptação do ecossistema face às alterações climáticas, a redução da perigosidade de incêndio, a melhoria da qualidade do solo, a redução do risco de erosão, e a criação de espaços verdes naturalizados, alguns dos quais com acessibilidade futura à população para recreio.

A sustentabilidade do projeto é assegurada pela produção de produtos variados com elevado valor comercial, como a pinha do pinheiro-manso, a cortiça do sobreiro, o medronho do medronheiro, e a madeira de elevada qualidade resultante de eventuais desbastes.

Refira-se ainda que o Município aderiu ao Sistema de Gestão Florestal Sustentável da Região do Oeste, que é implementado e gerido pela AFLOESTE – Associação Interprofissional da Floresta do Oeste, sendo que esse sistema abrange várias propriedades municipais (localizadas nas freguesias de Santa Maria, S. Pedro e Matacães e de Ponte do Rol), num total de 12,361 hectares.

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