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Sexta-feira, Outubro 22, 2021
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Moldávia elege primeira mulher para a presidência do país

Maia Sandu somou 57% do escrutínio

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Os cidadãos da Moldávia “escolheram prosseguir no caminho europeu e democrático“. “Um caminho de progresso”, enalteceu o presidente da vizinha Roménia, Klaus Ihoannis, pouco depois da confirmação do triunfo eleitoral de Maia Sandu, a primeira mulher a chegar à presidência.

A mensagem do chefe de Estado romeno foi repartilhada pela vice-presidente do Parlamento Europeu, a maltesa Roberta Metsola, de centro-direita.

Com mais de 99 por cento dos votos contados, a liberal democrata Maia Sandu somava esta segunda-feira de manhã 57% do escrutínio desta segunda volta presidencial contra o agora presidente cessante, o pró-russo Igor Dodon, num sufrágio marcado por uma participação acima do normal e desta vez mais favorável a uma viragem política para ocidente.

Ainda antes de ser considerada vencedora, Maia Sandu dizia ter-se testemunhado a “uma extraordinária mobilização dos moldavos”.

Apesar da crise; apesar da falta de confiança nas instituições públicas; apesar da campanha eleitoral suja; as pessoas acorreram às urnas em grande número. Tanto no país como na diáspora”, destacou a agora presidente eleita, derrotada em 2016 por Dodon, não tendo ido além dos 43%.

Tal como há quatro anos, os votos dos emigrantes em Sandu terão voltado a ser avassaladores. De acordo com a NewsMaker, esta segunda-feira de manhã e com mais de 97% do escrutínio realizado entre a diáspora, Sandu somava mais de 90% das preferências dos emigrantes.

A Unimedia avançava que pelo menos cinco mesas de voto terão fechado antes do previsto após esgotarem os boletins de voto: duas na Alemanha, duas no Reino Unido e uma em França.

Ainda assim, uma vez mais, o processo eleitoral fica manchado por denúncias de irregularidades como a compra de votos ou a mobilização ilegal de eleitores.

Igor Dodon apelou à paz

Nas primeiras palavras após o fecho das urnas, o agora presidente em exercício ainda acreditava numa vitória na corrida ao segundo mandato e argumentava ter havido “muito ódio e agressões que cruzaram as linhas vermelhas”.

“Mas as eleições estão fechadas. Apelo à calma e à tranquilidade de toda a gente. Precisamos de paz, não de desestabilizarão na República da Moldávia”, dizia Igor Dodon, o presidente cessante.

Apesar da expetativa pró-europeia criada com estas eleições na Moldávia, na verdade o papel do presidente, à imagem do que se passa em Portugal, tem um caráter é mais simbólico.

As políticas moldavas dependem do governo liderado desde há um ano por Ion Chicu, um político próximo de Igor Dodon, seguidor das políticas mais pró-Rússia e atualmente com o apoio do parlamento.

Apesar das diferenças, Chicu já felicitou Sandu pela vitória, num comunicado em que vincou o triunfo a liberal democrata, felicitou o “povo por ter passado com sucesso neste exame de democracia e Estado” e pediu aos políticos para voltarem rapidamente “a trabalhar na união do país e nas soluções dos verdadeiros problemas dos moldavos”.

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